A Reserva


Parque do Cocó – Maravilha em Perigo

Pessoal o post de hoje é mais do que especial, afinal vamos falar sobre um dos maiores tesouros da nossa capital Fortaleza, o Parque ecológico do Cocó, este que se configura como o maior parque urbano da América do Sul. Com 400 hectares de superfície, o Cocó é o responsável por dar o verde, a cor de uma das maiores cidades do Brasil, ele recebeu este nome por causa do rio de mesmo nome que tem cerca de 50km. O parque foi criado para proteger e preservar os recursos naturais existentes naquela área específica, de forma a recuperar e manter o equilíbrio ecológico necessário à preservação da biota terrestre e aquática e propiciar condições para atividades de educação, recreação, turismo ecológico e pesquisa científica, ou seja, o parque além de visar uma maior proteção do meio ambiente, ele também tem como objetivo proporcionar o contato direto da população com a natureza, gerando nelas um espírito conservacionista, propiciando assim uma conscientização e aumentando as chances de uma preservação mais eficaz, que ande de mãos dadas com o povo.

O parque é, literalmente, rodeado de grandes problemas, um deles diz respeito à questão das ocupações irregulares, que não são poucas e se apresentam tanto do lado mais pobre da localização do parque, como no lado mais rico, onde os condomínios o transformaram em um “quintal” para seus moradores, um típico absurdo, pois não se pode haver privatização de um bem de todos; outros problemas são o da disposição de resíduos sólidos, como sacolas plásticas, garrafas pets e até mesmo sandálias dentro do parque, também o da poluição do rio, que é vítima dos esgotos das favelas e os dramáticos incêndios, que assombraram e causaram transtornos recentemente a população. Enfim, são diversos e inúmeros os obstáculos ambientais a serem superados, mas uma coisa é certa, algo tem que ser feito o mais rápido possível, evitando que a grande “selva” seja invadida por uma ainda maior, a “selva de pedras”.

Milhares de pessoas transitam todos os dias nas proximidades do Cocó e infelizmente, muitas delas não percebem, ou simplesmente ignoram a beleza e a preciosidade do lugar e isso é algo muito triste e precisa ser mudado, afinal quantos moradores urbanos podem se gabar de possuírem um imenso espaço ecológico, um verdadeiro pulmão, que pulsa esperança e dar mais vida as suas cidades? É, definitivamente, não são muitos! Por isso se torna necessária uma mobilização urgente, para que todos percebam que esse parque é nosso patrimônio e que nós nos preocupamos com ele. Projetos como o Parque Vivo, desenvolvido por estudantes da Universidade Federal do Ceará, são bons exemplos de atitudes verdes, que realmente mudam e melhoram as condições ambientais. O grande segredo da preservação é a ação, não se pode ficar de braços cruzados e deixar um tesouro ambiental ser esgotado.

Apesar de todos esses problemas, o Cocó também é um espaço de lazer, são várias as atividades praticadas dentro do parque, que propiciam a seus freqüentadores a oportunidade deles fazerem seus exercícios com segurança e ao mesmo entrarem em contato com o meio ambiente. E para comprovar a beleza e também as dificuldades do parque, realizei o percurso de todas as trilhas, por sinal muito lindas e claro documentei tudo para mostrar para vocês, inclusive encontrei um grupo de escoteiros, os lobinhos, formados por crianças carentes, que vêem no meio ambiente uma forma de educação e superação e para entender um pouco mais do projeto conversei com o coordenador dele.
Quer conferir essa conversa e muito mais sobre o Parque do Cocó? Então, assista ao vídeo abaixo e conheça a maravilha que é esse espaço!

Gente, eu recomendo a todos uma visita ao Parque do Cocó, além dele ser belíssimo, ele nos passa uma energia boa, uma sensação de paz, algo muito raro nesses tempos de guerra, então fica a super dica.


“War Verde”

É parece que as empresas sustentáveis estão “em jogo”, pelo menos é isso que podemos identificar no mais novo e verde jogo de tabuleiros “Negócio Sustentável”, que expõe ludicamente pontos-chaves da sustentabilidade, provando que o mundo corporativo realmente mudou.
Hoje em dia, se um empreendimento quiser ter larga aceitação do público e mais notoriedade que seus concorrentes deve desenvolver um braço ligado à sustentabilidade. Mas a adoção de práticas verdes, como quase todo negócio, exige estratégias e conhecimento de pontos chave para o meio ambiente.

Alguns deles estão disponíveis no jogo Negócio Sustentável, em que seis pessoas competem entre si.Os jogadores utilizam cinco recursos: Pessoas, Conhecimento, Tecnologia, Recursos Naturais e Talento$ (moeda do jogo).
Embora não haja vencedores ou perdedores neste jogo, o objetivo é ganhar cada vez mais, gerando riquezas por meio de negócios ligados à sustentabilidade. E é assim, de forma lúdica, que o fabricante espera melhorar a compreensão e absorção dos conceitos. Então, vamos ao jogo!


Aquecimento Global em Cartuns!!

Gente, olha que interessante! Um grupo de vinte e cinco cartunistas se reuniu para abordar um tema de vital importância para o planeta – o Aquecimento Global. E a conseqüência dessa “reunião” foi um livro super criativo, bem humorístico, que se utilizou dos cartuns para passar vários alertas dos traços do efeito estufa no meio ambiente, abordando diversos aspectos dessa temática como o desmatamento, o derretimento das calotas polares e até mesmo a utilização de energias alternativas, como a eólica.

Alguns dos cartuns da coletânea – Aquecimento Global em Cartuns.


Guarda-Chuva Verde

Já que falamos de reciclagem, na postagem anterior, que tal continuarmos o assunto mostrando um dos milhares de produtos que saíram do lixo para virar luxo?

Pois é, o produto em questão foi lançado pela marca americana Green Home, que apostou em um objeto super útil e necessário, o guarda-chuva. A marca pegou um objeto que se quebra facilmente e lhe deixou mais resistente, utilizando para isso materiais recicláveis, como o plástico, que é um material de baixo custo, altamente poluente, feito a partir do petróleo – combustível fóssil não-renovável responsável por grande parte da degradação ao meio ambiente.

O guarda-chuva é anunciado como um “produto de alta qualidade, seguro, não venenoso e que diminui a poluição do ar”, já que reduz o uso de petróleo em seu processo de produção. O único problema é o precinho, de fechar o tempo (US$ 32), o que deve impedir que o fabricante receba uma enxurrada de encomendas.


Recicla Nordeste!

Galera está acontecendo um evento super importante aqui no Ceará, o Recicla Nordeste, que é uma feira onde são apresentadas máquinas, equipamentos, matérias-primas e produtos para a indústria da reciclagem, visando justamente promover a modernização dessas indústrias e com isso gerar melhorias não apenas econômicas, mas também ambientais.

Bom, a feira está acontecendo no Centro de Convenções do Ceará, no período de 10 a 12 de novembro de 2010. Eu super recomendo! Acredito que é a partir de eventos como esse, que não só traz tecnologia para um setor que muitas vezes é esquecido e até mesmo discriminado, como é o da reciclagem, mas que acima de tudo promove uma valorização dos trabalhadores desse setor, gera consciência ecológica e incentiva a responsabilidade sócio-ambiental, que um futuro verde pode deixar de ser um sonho.


Projeto Peixe-Boi Marinho

Dócil e frágil, assim podem caracterizar o mamífero aquático mais ameaçado do Brasil. O peixe-boi que já foi considerado uma espécie quase extinta, hoje já pode ser visto com mais frequencia no litoral brasileiro, principalmente nas águas que correm limpinhas e tranqüilas do rio Tatuamunha, esse rio integra a Área de Proteção Ambiental da Costa dos Corais, a maior unidade de conservação marinha do país – seus 135 quilômetros de extensão (entre as cidades de Tamandaré, em Pernambuco, e Paripueira, em Alagoas) abrigam manguezais e recifes naturais de ponta a ponta, favorecendo a oferta generosa de nutrientes à fauna marinha.Nesse ano foi idealizado um projeto que reintroduziu na natureza três filhotes de peixe-boi, com pouco mais de dois anos de vida. A bióloga Fábia Luna que participou do trabalho, explica que foi uma grande experiência “É a primeira vez que espécimes de cativeiro seguem para o seu ambiente natural. Eles permanecerão em um cercado no Tatuamunha, e só serão soltos caso se adaptem à vida selvagem.” Esses filhotes representam uma grande esperança para a conservação da espécie, cada peixe-boi vivo se configura como um passo importante para a continuidade da espécie, que no passado, foi abundante em águas brasileiras.

A notícia de que peixes-boi ainda resistiam na costa do país veio à tona em 1980, quando os oceanógrafos José Catuetê (falecido em 1987) e Guy Marcovaldi faziam um estudo de campo sobre a situação das espécies marinhas no país. Foi uma descoberta alarmante. Tanto que, no mesmo ano, nasceria o Projeto Peixe-Boi Marinho – hoje um dos mais bem-sucedidos programas de conservação da vida selvagem no Brasil.

A seguir, no início dos anos 1990, o oceanógrafo Régis Pinto de Lima, ex-chefe do projeto, viajou desde o norte da Bahia até o rio Oiapoque, no Amapá, em uma unidade móvel apelidada de Igarakuê (na língua indígena tupi-guarani, “peixe-boi”). Ao longo de 26 meses, mais de 300 comunidades foram visitadas, com atividades de educação ambiental. Muita gente aprendeu, por exemplo, a reconhecer o peixe-boi e a comunicar à sede os casos de encalhe. Desde então, 63 filhotes órfãos já foram resgatados, e apenas 13 deles não resistiram ao socorro. Do restante, 26 foram soltos, 14 estão em reabilitação e dez formam o plantel permanente, que pode ser visitado pelo público nos oceanários em Itamaracá.

A revista National Geographic Brasil produziu uma matéria super interessante sobre o peixe-boi e fez um vídeo do making off que vale muito à pena conferir. Recomendo também vocês olharem o post sobre Peixe-boi do blog Mundo Pã .



“Desenvolvimento Verde”

Gente não é segredo que a China é uma grande potência mundial e que acelerou sua economia à custa da degradação do meio ambiente, não é à toa que o país é o maior emissor de gases do efeito estufa. Pensando em uma forma de “compensar” anos de degradação ambiental, os chineses lançaram nesta quinta-feira (4) um indicador de “desenvolvimento verde”, que leva em conta não só a expansão econômica como também o respeito ao meio ambiente.

Essa iniciativa funciona assim- o indicador estabelece um ranking de cidades e províncias conforme o seu desempenho em equilibrar expansão econômica com proteção ambiental.

O índice, compilado pelo Departamento Nacional de Estatísticas e por duas universidades, leva em conta 55 indicadores detalhados, como as emissões per capita de dióxido de carbono ou a participação dos gastos ambientais nos orçamentos públicos.

Na sua primeira edição, o ranking é liderado por Pequim, e tem em último lugar a província de Shanxi, onde há grande atividade de extração de carvão mineral.


Caça as Corujas!

 

Pessoal o post de hoje é no mínimo curioso. Vocês acreditam que os fãs indianos do Harry Potter são os principais suspeitos pelo desaparecimento das corujas selvagens do interior do país?! Pois é, segundo Jairam Ramesh, ministro do meio ambiente da Índia, as crianças caçam as corujas para tê-las como animais de estimação, imitando o famoso bruxo da série de livros ingleses.

“Desde o lançamento de Harry Potter, parece haver uma estranha fascinação das crianças por corujas, mesmo entre a classe média urbana”, disse Ramesh nesta quarta-feira, citado pela rede BBC.

Seu alerta coincide com o relatório publicado esta semana pelo    grupo ambientalista Traffic, que aponta para um declínio da população de corujas na Índia. Eles descobriram que muitas aves estão sendo capturadas para venda ou uso em rituais de magia negra.

A organização pede medidas mais duras e urgentes do governo, para proteger as corujas antes do início do Diwali, um dos maiores festivais da religião hindu, que começa na próxima sexta-feira. A Traffic afirma que corujas são muitas vezes sacrificadas nestas festividades.

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Pessoal o post de hoje é no mínimo curioso. Vocês acreditam que os fãs indianos do Harry Potter são os principais suspeitos pelo desaparecimento das corujas selvagens do interior do país?! Pois é, segundo Jairam Ramesh, ministro do meio ambiente da Índia, as crianças caçam as corujas para tê-las como animais de estimação, imitando o famoso bruxo da série de livros ingleses.

Pessoal o post de hoje é no mínimo curioso. Vocês acreditam que os fãs indianos do Harry Potter são os principais suspeitos pelo desaparecimento das corujas selvagens do interior do país?! Pois é, segundo Jairam Ramesh, ministro do meio ambiente da Índia, as crianças caçam as corujas para tê-las como animais de estimação, imitando o famoso bruxo da série de livros ingleses.


Seca no Rio Negro

Notícia retirada do portal IG

O que era água do rio Negro no período de cheias no porto de Manaus (AM) hoje abriga carros, caminhões, barracas e barcos. A areia que aparece pelo recuo de 100 metros da margem está sendo usada para comércio e como via de caminhada por viajantes e carregadores dos mais variados produtos.

Na maior seca do Rio Negro em 108 anos, a paisagem muda ao longo de seu curso. O canoeiro José dos Santos conta que um lajedo de pedras “reapareceu” no meio do rio, a cerca de 400 metros da margem. “Elas só foram vistas em 1963, quando também houve recorde de vazão do rio. Em 1983 um barco bateu nelas e ficou encalhado. Mas não dava para ver. Agora, em outubro, ela reapareceu”. O lajedo virou atração turística a banhistas.

O também canoeiro Pedro Roque, de 62 anos,  diz que “há lugares que não dá para passar” pela primeira vez em muitos anos porque leitos de igarapés estão secos.

Nível do Rio Negro

No último domingo, o nível do Rio Negro chegou a 13,63m, um centímetro a menos que o recorde de 1963. É o nível mais baixo em 108 anos, desde que a medição começou a ser feita no Porto de Manaus. Na segunda-feira, subiu para 13,65m e , na quarta, atingiu 13,70m. Daniel Oliveira, chefe do setor de hidrologia do Serviço Geológico do Brasil, o CPRM, afirma que, apesar de o rio Negro estar subindo desde domingo, ainda não é possível saber se a vazão chegou ao fim. “O rio Negro é decorrente do que acontece no Solimões, sobe e desce de acordo com ele”, explica. A água do rio Solimões voltou a cair, após dias seguidos de alta.

A seca no Amazonas fez com que 38 dos 62 municípios decretassem situação de emergência, segundo informou a Defesa Civil do Estado. Mais de 62 mil famílias já foram afetadas pela estiagem e pelo baixo nível dos rios. No interior, há comunidades isoladas e barcos impedidos de atracar nos portos. Em Manaus, há leitos de igarapés secos bem no meio da capital.

Segundo o CPRM, o rio Solimões já alcançou o menor nível da história nos principais pontos de medição. O rio Amazonas também já quebrou recorde com o menor nível registrado desde 1970, quando iniciou a medição.


Agrinho

Bom pessoal é sempre animador falar de projetos que visam melhorar a vida das pessoas e um bom exemplo desse tipo de ação é o Agrinho, um programa que é basicamente realizado em escolas públicas das comunidades rurais e que prioriza a criança, transformando-a, através da educação, em agente de melhoria das condições sócio-ambientais da comunidade em que vivem.

Com uma proposta inovadora e muito interessante de integrar os alunos com os assuntos de sua própria comunidade rural, o programa lançado pelo “Serviço Nacional de Aprendizagem Rural –SENAR” se configura como uma forte ferramenta de caráter educativo e preventivo, visando proporcionar aos trabalhadores/agricultores e cidadãos do futuro, a oportunidade de serem sujeitos co-participantes das transformações de suas realidades.

Abaixo temos um vídeo com a coordenadora do Programa Agrinho:

A EMEIF Francisco Raimundo de Oliveira localizada no Sítio Araujo, zona rural da cidade de Pindoretama-ce, participa a dois anos do programa Agrinho estimulando aos seus alunos a valorizar o meio ambiente e é um bom exemplo de como certas ações podem modificar e motivar a vida das pessoas.

O mais bacana do Agrinho é que ele proporciona às crianças a oportunidade delas, não apenas aprenderem como lidar com o meio ambiente, desde a horta até os bois do curral, mas também lhes oferece a educação social, como saúde e cidadania.

Acredito que é a partir de projetos como esse que o sonho de um mundo melhor, sem tanta poluição, sem tantas catástrofes, vai se concretizando e acaba se tornando realidade.